Entenda a diferença entre água potável, água dura-mole, água de consumo, água de reuso, balneabilidade e como isso se aplica ao seu cotidiano.

June 21, 2018

Água Potável

 

  De acordo com a portaria do Ministério da Saúde n° 1469 de 29/12/200, no Art. 4°, para ser considerada água potável, esse recurso tem que atender alguns parâmetros e por isso é definido como:

 

“I. Água potável: água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça

riscos à saúde”

 

  Atualmente, a questão principal em torno da água para fins potáveis se refere à sua qualidade. Infelizmente, a maior parte dos recursos de água doce do planeta encontrados em lagos, rios ou águas subterrâneas, sofreram algum tipo de contaminação, quer natural ou causada pela ação do homem, e esta água não pode ser consumida sem tratamento.

No nosso país, a sua disponibilidade para o consumo humano apresenta grandes desigualdades. Ainda existem lugares no Brasil onde sistemas de abastecimento operam sem tratamento, impactando diretamente na saúde daqueles que a consomem.

Tais legislações e parâmetros estão melhor definidos e explicados no site do Ministério da Saúde.

 

  Portanto, tendo o conhecimento da definição de água potável e os parâmetros que ditam sua qualidade, se faz necessário dar uma atenção especial para esse recurso, pois dependendo da qualidade original da água, um ou mais processos de tratamento devem ser aplicados, como por exemplo: decantação, filtração, fluoretação, desinfecção e floculação.

 

Água dura e mole

 

  A “dureza” na água para consumo humano está associada à presença de cátions metálicos, especificamente os íons cálcio (Ca2+) e magnésio (Mg2+). Uma água é  considerada “dura” quando contém na sua composição valores significativos destes sais e “mole” quando os  contém em pequenas quantidades. As águas provenientes de zonas calcárias são mais duras do que as águas provenientes de zonas graníticas.

Sob o ponto de vista sanitário, as águas duras não apresentam inconvenientes. A presença de sais de cálcio e magnésio na água não representa risco para a saúde, pelo contrário, o cálcio e o magnésio são mesmo recomendados para o crescimento e são elementos saudáveis para os dentes e ossos e podem, inclusivamente, proteger o ser humano de algumas doenças. Por esse motivo a água de torneira pode contribuir para as nossas necessidades diárias de cálcio.   

  De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dose diária de cálcio recomendada para os adultos, deve ser de cerca de 1000 mg, fornecido pela alimentação de produtos lácteos, hortícolas e cereais. Alguns processos de tratamento de água para consumo humano, por vezes incluem a adição de sais de cálcio, procurando obter uma água equilibrada.

  O Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de agosto, referente à qualidade da água para consumo humano, não estabelece o valor paramétrico para a dureza total.

 

Água de consumo

 

  Nem toda a água que existe na natureza é própria para consumo!

 

  Para o consumidor, a qualidade da água é avaliada, numa primeira impressão, pelas suas características físicas. Para que possa ser bebida, deverá ser clara (incolor), inodora (sem cheiro) e não ter qualquer sabor desagradável. No entanto, uma água que apresente estas características pode não ser adequada para o consumo humano, visto, poder, por exemplo, estar contaminada com organismos patogênicos. Para poder ser consumida sem restrições deverá respeitar muitas outras exigências, não possíveis de avaliar sensorialmente.  Pode concluir-se que água para consumo humano tem como requisitos de qualidade não pôr em risco a saúde, não causar danos nos sistemas de distribuição e possuir características que não afetem negativamente a sua aceitação por parte do consumidor.

 

  A garantia da qualidade da água para consumo humano no Brasil está estabelecida pela Portaria n. 518 (BRASIL, 2004). Essa Portaria ressalta as responsabilidades, por parte de quem produz a água, a quem cabe o exercício de controle de qualidade da água, das autoridades sanitárias, a quem cabe a missão de vigilância da qualidade da água, como também dos órgãos de controle ambiental, no que se refere ao monitoramento e ao controle das águas dos mananciais de acordo com seu uso como fonte de abastecimento destinada ao consumo humano. A ampla difusão e a implementação desta Portaria no País constituem importante instrumento para o efetivo exercício da vigilância e do controle da qualidade da água para consumo humano, com vistas a garantir a prevenção de doenças e a promoção da saúde da população.

 

Fonte: AMARAL, L.A. et al. Água de consumo humano como fator de risco à saúde em propriedades rurais. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 37, n. 4, p. 510-514, ago. 2003.

 

Água de reuso

 

  Segundo a Resolução nº 54 de 28 de novembro de 2005, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH, o reúso de água constitui-se em prática de racionalização e de conservação de recursos hídricos. Essa mesma Resolução define água de reuso como: água residuária (esgoto, água descartada, efluentes líquidos de edificações,

 

 

indústrias, agroindústrias e agropecuária, tratados ou não), que se encontra dentro dos padrões exigidos para sua utilização nas modalidades pretendidas.

  A água de reuso pode ser destinada a:

 

1-  Usos urbanos para fins potáveis e não potáveis: são inúmeras possibilidades e cada atividade exige um padrão diferenciado de qualidade.

 

2-  Usos industriais: aproveitamento dos efluentes produzidos na própria indústria,

 com ou sem tratamento prévio, ou pela utilização dos esgotos tratados provenientes das estações de tratamento das companhias de saneamento

 

3-  Usos agrícolas: a busca de fontes alternativas de água para a situação de escassez e o uso de esgotos tratados para irrigação de culturas são formas de reúso na agricultura.

 

4-  Uso para aquicultura: esgotos tratados podem abastecer reservatórios destinados à produção de peixes e plantas aquáticas.

 

Fonte

 

Balneabilidade

 

  Balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, sendo este entendido como um contato direto e prolongado com a água (natação,

 

mergulho, esqui-aquático, etc), onde a possibilidade de ingerir quantidades apreciáveis de água é elevada.

  Os critérios para classificação de águas destinadas à recreação são definidos pelas Resoluções 20/86 e 274/00 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Aspectos como pH, que mede a acidez da água e o de colimetria, baseado na contagem de Escherichia coli, que aponta a densidade de coliformes fecais, são usados para definir a qualidade dessas águas. Metais pesados, sedimentos e turbidez também podem ser avaliados.

 

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